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Coluna Lenha na Fogueira- Passione: sucesso ou fracasso?

May 23rd, 2010

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Finalmente foi dada a largada para a trama que o país estava esperando. A Rede Globo não poupou propaganda e preparou o caminho direitinho para a estreia de “Passione”, assinada pelo mestre Sílvio de Abreu.

Logo nas chamadas já se percebeu que o fracasso “Viver a Vida” seria brevemente esquecido e que nossas noites de segunda a sábado teriam um gosto de paixão, suspense, ação e drama. Sílvio de Abreu consegue misturar tudo isso e, fatalmente, os ingredientes caem na batedeira de um jeito que funcionam muito bem misturados.

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O que se viu no primeiro capítulo foi um pontapé inicial de tirar o fôlego. O autor criou um gancho que arremessou todos os personagens ao pé de uma bomba relógio, logo na cena da morte de Eugênio Gouveia, papel de Mauro Mendonça. E por falar disso, que cena aquela em que ele protagonizou com Fernanda Montenegro. Os dois não tiveram um bom texto, como Manoel Carlos certamente lhes teria dado, mas ainda assim ambos se sobressaíram e arrepiaram a quem os assistiu.

Além de Fernanda no elenco, outro ponto forte foram as belíssimas cenas filmadas na Itália e a inserção de alguns dos personagens. Destaco que estavam excelentes Aracy Balabanian, Francisco Cuoco, Irene Ravache e Vera Holtz; confortáveis, Tony Ramos, Mariana Ximenes, Maitê Proença e Rodrigo Lombardi; forçados, Carolina Dieckmann, Reynaldo Gianecchini e Marcelo Antony.

Em relação à audiência, confesso que esperava um pouco mais. 37 pontos foi o fim da picada para uma das melhores estreias dos últimos tempos. Mas acredito que, lentamente, o público vai migrar para a nova trama das oito da Globo que tem tudo para ser um estrondoso sucesso.

E viva Sílvio de Abreu e a volta do tradicional novelão.

Coluna Lenha na Fogueira- Investimento nem sempre significa criatividade

May 9th, 2010

Lenha na Fogueira 1

Ultimamente, nossa televisão aberta atravessa uma séria crise de ideias. Não digo de potencial, pois isso ela têm de sobra. Não é a toa que Rede Globo, Rede Record e SBT estão usando cada vez mais poder para criar obras que prendam a nossa atenção. Porém, quanto mais investem em dinheiro, maior é o declínio em criatividade.

Começando pelas tramas globais de hoje, temos quatro exemplos de como poderíamos estar desfrutando de um meio de comunicação que oferecesse mais variedades. “Malhação” está completamente esgotada. Suas historias não colam mais, muito menos suas campanhas politicamente corretas para auxiliar jovens e seus problemas atuais. “Tempos Modernos” não se precisa nem comentar os inúmeros defeitos da história, nos núcleos e no roteiro imensamente teatral que Bosco Brasil tentou trazer para a televisão. Admito que a emissora investiu e melhorou muito nos efeitos visuais, exemplando a cena do sonho de Leal no primeiro capítulo, que ficou bárbara. Todavia, o resto não se salva. E “Viver a Vida” simplesmente parece estar no ar há meio século. A história foi tão lenta, pouco desenvolvida, que fez o telespectador dormir por 100 anos como a Bela Adormecida. Só agora com as maravilhosas chamada de “Passione” que a gente acordou para algo que parece ser a salvação.

Acredito que a única trama que se salva da Globo, em seus plenos 45 anos de história, seja “Escrito nas Estrelas”. A história é realmente muito boa, bem amarrada, com todos os ingredientes para atrair o público do horário. Porém, ainda acho que ela devia ter uma classificação indicativa para as 21 horas. Isso pelos temas polêmicos que estão sendo abordados. E esperamos que a novela não fique grávida, ou seja, que não crie barriga. Por enquanto tá tudo certo.

Agora vamos para Record e SBT. A primeira veio com uma séria ameaça à Globo, com “Prova de Amor”, “Vidas Opostas” e muitas outras histórias muito boas. Todavia, o ego inflamou e a atual, “Bela, a Feia” é um exemplo disso. Gabaram-se de que ela conquistaria 15 pontos de audiência e somente agora, no final da trama, quando finalmente a novela ficou interessante, a emissora se viu colhendo os frutos do trabalho. Mas será que a Record não aprende com os erros? Para que esticar uma trama tão genial que tinha tudo para ter um final esplêndido? Prova disso foi que, dos 18 pontos conquistados no dia em que Bela ficou bonita, agora a novela voltou aos costumais 12, 13 pontos diários.

O SBT foi outro que tentou investir pesado numa novela. Contrataram Tiago Santiago da Record para adaptar uma trama que já passou com sucesso na Globo. E o resultado? De que adiantou tanto investimento se a novela não chama? Pelo menos a mim, ela não prendeu.

É por isso que eu digo e repito. Não são os modernos aparelhos de última geração, nem as câmeras vindas de fora do país ou o dinheiro a mais na diária de um capítulo de novela que vão corrigir o atual repeteco da televisão brasileira. São ótimas ideias vindas de ótimas mentes com potencial que vai além de dinheiro e efeitos especiais. Quando me pego pensando, me bate uma saudade de “Senhora do Destino”, Mulheres Apaixonadas”, “Ama Gêmea”, “A Favorita”…

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Coluna Lenha na Fogueira- Legendários: um programa que faz a gente sentir vergonha de si mesmo

May 2nd, 2010

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Ouvi falar muito na grande aposta da Record para este ano no humor. Atendendo pelo significativo nome de “Legendários”, o programa causou barulho na imprensa com a promessa de badalar as noites de sábado. E, sendo assim, resolvi sintonizar o canal para conferir o resultado. Porém, juro que fiquei com vergonha de mim mesmo por ter feito tal coisa. A atração simplesmente não acrescenta absolutamente nada.

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Numa mistura precária dos quadros do ótimo “Pânico na TV” e dos cenários do esquisito “CQC”, o programa peca exatamente em tudo. Sem uma identidade própria, cria situações que chegam a ser constrangedoras. Como o quadro de Jaque Khury, ex BBB, que, assim como Sabrina Sato do programa da Rede TV, abre a boca e mostra o quanto a qualidade brasileira televisiva foi pro ralo da pia. Um horror. E porque copiar as idas a Brasília feitas pelas outras atrações do gênero? Sem contar que os diálogos são forçados e passam a impressão de que ninguém está seguro de nada. Nem o próprio Marcos Mion, que sempre foi maravilhoso na MTV, está ciente do que vai dizer.

E dizer que a Record tirou meio elenco da MTV para criar um deprimente humorístico que ajuda a deprimir ainda mais as noites de sábado. Mion, João Gordo, Hermes & Renato, todos eram ótimos no canal musical, agora estão forçadamente péssimos em “Legendários”.

Talvez a única coisa que se salve de toda essa baderna seja o logo do programa, muito bem escolhido nas cores preta e laranja. Até as roupas dos integrantes são simpáticas, mas não passa desse adjetivo. Podiam ser melhores.

Por isso tudo e muito mais, que é melhor deixar quieto, a emissora que anda cogitando pensar na possibilidade de liderar um dia, devia tomar consciência de que enquanto continuar copiando – e sem graça alguma – tudo o que as outras emissoras fazem, tudo o que vão conseguir é a sensação de que a liderança está cada vez mais distante. E não adianta dinheiro de bispo nenhum para que a situação se resolva. “Legendários” é apenas um exemplo, mas existem muitos outros figurando por aí, que fazem a gente sentir vontade de tapar o rosto com as mãos para não ficar vermelho.

Coluna Lenha na Fogueira- Um tiro no escuro?

April 25th, 2010

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“Escrito nas Estrelas” veio com a promessa de manter os índices de audiência, mesmo que ainda baixos do que era registrado pela emissora, no final de nossas tardes. A sinopse apresentada, a princípio, era boa e tinha tudo para funcionar. Porém, um conjunto de fatos acumulados contribuiriam para que o folhetim fosse fracasso total.

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Começando pela autora, Elisabeth Jihn, que, recordando seu último trabalho, “Eterna Magia”, por si só despencaria no ibope. Outro ponto é a história, que novamente apela para o misticismo e o espiritismo. Isso já foi muito retratado na Globo e poderia comprometer a paciência dos telespectadores.

Mas ao invés disso, a trama iniciou com um fôlego ótimo, no ponto, digno da velocidade de sua antecessora “Cama de Gato”. Os atores encontraram de imediato o tom certo de seus personagens e isso já foi meio caminho andado. Começando por Nathália Dill, que interpretou recentemente uma personagem que muito lembrava a esta, Viviane. Mas a jovem atriz conseguiu se encontrar e diferenciar a Santinha desta nova protagonista. E mesmo tendo passado apenas um único capítulo com o personagem de Jayme Matarazzo, os dois tiveram uma química maravilhosa. Não ficando diferente de suas cenas com Humberto Martins. Parece que o trio vai dar certo.

Outro núcleo que funcionou foram as personagens de Zezé Polessa e Débora Falabela. Ambas estão corretas como vilãs e mais apropriadas para o horário das 6, ao contrário de Verônica em “Cama de Gato”.

A história espírita se inseriu de forma inovadora, misturada com ciência, o que sempre gera muita polêmica e discussões. Elisabeth soube corrigir alguns de seus exagerados erros de “Eterna Magia” e fez “Escrito nas Estrelas” emplacar. Seu primeiro capítulo registrou média de 26 pontos em São Paulo. E ao longo da semana foi mantendo. Isso é um bom sinal.

Enfim, a emissora dos Marinho apostou numa história que tinha seus dois lados. A promessa do sucesso e o perigo do fracasso. Mas parece que tudo está se encaminhando para a glória. E eu, particularmente, torço muito pela novela.

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Coluna Lenha na Fogueira – Cama de Gato: inovações, perspectivas e sorte

April 11th, 2010

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INOVAÇÕES: Primeiramente, para falar de “Cama de Gato”, é necessário se ter um enorme cuidado. A trama, diferente de todas as outras que estamparam o horário, não se deteve no humor matuto e ingênuo ao extremo. Foi, digamos, “pesada” demais para o horário. Ainda assim, conquistou o país com uma sinopse disforme, diferenciada, que revolucionou a qualidade e o ritmo de um horário que costumava ir parando, parando… E foi essa agilidade que, consequentemente, atraiu excelente audiência e a transformou num divisor de águas para a televisão brasileira.

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PERSPECTIVAS: Entrando em sua última semana de exibição, a novela escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid impressionou na forma de conduzir os personagens. Durante todos os meses de exibição, eram reviravoltas e mais reviravoltas na vida de Rose (Camila Pitanga), Gustavo (Marcos Palmeira) e Cia. Agora, todavia, deu uma desacelerada incomum e transformou a trama numa emocionante rodada de últimos capítulos. Realmente me emocionei com a cena em que Verônica (Paola Oliveira) entrega o seu filho nos braços de sua inimiga Rose. Depois de aprontar a novela inteira e provocar muita raiva, ainda assim senti pena de Verônica. Mas creio que, ao longo desse último capítulo que ainda aguardo, ela seja punida um pouco mais. E merece mesmo. Outro núcleo que se destacou foi a história de Alcino. Afinal, será que ele morre ou não morre? Pelo andar da carruagem, tudo se encaminha para que sim, porém, se depender das cartas na manga das autoras, tudo pode acontecer. Preparem-se. Parabéns também para os núcleos da falecida Débora, de Taís, da empresa Aromas e as crianças, da qual ainda acho que o número foi exagerado demais. Toda a equipe de produção da novela está de parabéns, bem como a direção.

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SORTE: Além de tudo o que já coloquei a respeito da trama, quero enfatizar que “Cama de Gato” foi a responsável pela minha vinda ao site “TV Audiência”. Graças a ela, fui um dos vencedores do concurso que elegia novos colunistas para o site. Então, toda a sorte da novela veio a mim. E quero retribuir desejando sorte para todos. Para finalizar, uma nota para “Cama de Gato”: 9,4.

Parabéns…

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Coluna Lenha na Fogueira – Tirem suas próprias conclusões

April 4th, 2010

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Na semana passada, afirmei solenemente que iria ficar órfão do Big Brother Brasil. Agora, após assistir ao péssimo desempenho do voto popular, já não sei mais se ficarei abandonado ou se acabo de ganhar um pai e uma mãe. Ou seja, uma chance de trilhar o caminho certo. Posso estar sendo injusto com o que a maioria brasileira pensa, mas, ainda assim, acredito que a programação normal da Globo me faça perceber que, durante três funestos meses, fiquei insistindo no mesmo erro de todos os anos. Prometi a mim mesmo que nunca mais assistirei ao Big Brother Brasil.

Não porque Marcelo Dourado foi o grande campeão, isso eu já imaginava que fosse acontecer e até torcia por ele, de certo modo. Mas se Cadu tivesse ganho o milhão e meio, eu teria ficado contente igualmente. Porém, o que mais me indignou, foi o mesmo Cadu que eu torcia até segundos antes de sua agora merecida eliminação e seu merecidíssimo terceiro lugar.

Pois é. A atitude dele me atingiu como um raio. Eu, como a maioria do público brasileiro, esperava e torcia para que ele e Lia dessem um beijo daqueles. A coitada foi até a porta para recebê-lo, o abraçou com todo o amor que sentia mas… puf… levou uma bofetada sentimental que será difícil se recuperar. Ainda não consigo entender o porquê dele ter chorado como um cachorrinho abandonado quando Lia foi eliminada para depois, quando deu a entender que sentia algo a mais por ela, tascar um beijo nojento em sua “pessoa especial” do lado de fora da casa. Um absurdo.

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Pode ser que eu esteja levando isso tudo para o lado pessoal, mas eu realmente não esperava que uma pequena atitude fosse me magoar tanto. E é essa mesma mágoa que me faz ficar com receio de assistir a uma nova edição do reality show. Eu adorava tanto a Lia, que ela não merecia isso que lhe aconteceu. E outro motivo ridículo para que eu não credite mais o programa foi o fato da falsa e dissimulada Fernanda ter ficado com o segundo lugar. Era Lia quem merecia estar no seu lugar, pois uma pessoa que pede mil vezes para sair – como Fernanda pediu quando Anamara foi eliminada – não tinha sequer o direito de chegar a uma final. Quanto mais de ficar com o segundo lugar.

Todavia, depois do comportamento de meu novo inimigo mental intitulado Cadu, Fernanda fez muito bem massacrá-lo com 29% dos votos contra 11% – agora, bem feito – que ele ganhou.

De resto, a final foi nota 7,5, teve seus altos e baixos e pode-se considerar um sucesso. Adorei a reação de Dourado que, após ser pisoteado pelas palavras de Pedro Bial, ficou quase em estado de choque com sua vitória. O próprio não acreditava que tinha ganho. E o seu gesto de dizer a Joseane – alguém ainda lembra dela? – que o carro que ele ganhou no programa seria dela foi emocionante. Digno de alguém que errou muito na vida, mas se arrependeu e deu a maior volta por cima da história brasileira. Um odiado mortal que virou o grande adorado vencedor. E o nosso Brasil bateu o recorde de votações de um BBB. Foram mais de 154 milhões de votos, um luxo só.

Agora, como eu ainda estou intrigado com a reação do Cadu-banana, gostaria de saber se vocês concordam ou discordam do meu ponto de vista? É como eu disse, tirem suas próprias conclusões.

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Coluna Lenha na Fogueira- A mão misteriosa e outros contos…

March 28th, 2010

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E aqui estou eu novamente falando sobre o polêmico Big Brother Brasil. Tudo bem, eu confesso: sou fã declarado do programa. E não há como não falar desse novo sucesso de audiência, sendo que tivemos uma das semanas mais movimentadas da edição 2010.

Para começar, achei um absurdo a eliminação de Serginho do reality show. Eu torcia muito pelo garoto paulista, principalmente na disputa direta com o fofoqueiro que singelamente atende pelo nome de Dicésar. E as principais enquetes apontavam para a saída do veterano, o que não aconteceu. Por isso eu me pergunto: terá sido apenas uma fatalidade do destino que o divertidíssimo Sérgio tenha deixado o programa, ou uma pequena mãozinha misteriosa deu alguns retoques finais na votação?

Mudando de um assunto polêmico, mas, se tratando de BBB, já entrando em outro, gostaria de manifestar como estou feliz que Lia tenha ficado na noite da última terça-feira. Lia é a minha preferida para levar o prêmio e, mesmo sabendo que isso é quase impossível, ao menos foi bom vê-la ficar diante da Anagralha – opa, é Anamara, desculpe. Tudo bem que a minha participante protegida é praticamente uma ogra. Isso mesmo. Vive estressada, desconta seus calos nos pés dos outros e arruma brigas que poderiam ser evitadas. Mas, ainda assim, eu gosto dela porque começou o programa de um jeito e, agora nesta última semana, sairá da mesma forma: ou seja, a mesma ogra que entrou.

Uma dúvida que ficou pairando no ar é: será que a mesma mãozinha misteriosa que eliminou Sérgio do programa teria feito a mesma coisa com Anagralha? – ai Senhor, desculpe, é “A-n-a-m-a-r-a”. Isso porque, da mesma forma que aconteceu com o homossexual mais bacana da edição, as enquetes também apontavam a saída certa de Lia do reality. Não entendo o porquê, sendo que a dançarina sempre teve mais caráter do que a ex-policial, que iniciou o programa amiga de alguns, e, ao fim da edição, já se enveredou pelos quatro cantos da casa, fazendo amizades totalmente improváveis e se aliando a inimigos de semanas antes.

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O que importa é que, tendo tido manipulação ou não, o essencial é que a mãozinha misteriosa ao menos fez o trabalho certo agora, deixando na casa quem merece e quem tem personalidade para chegar a uma final. Ou eu esteja, talvez, vendo muito filme de ficção e trocando os pés pelas “mãos”, vendo mãos misteriosas aonde só tenham pés.

Indiferente a isso, só tenho a agradecer quem também torceu pela Lia e ir me despedindo com a promessa de que teremos uma das finais mais emocionantes dos últimos anos. Mais imperdível que final de novela, pois, do jeito que as coisas andam – com Dourado gritando para Anamara (aleluia, eu acertei o nome dela) na hora de sua saída que “já vai tarde” – certamente teremos uma semana digna de trama de horário das oito. E pelo andar da carruagem das oito, acho que podemos ter uma final de BBB que desbanque a principal novela global na audiência. É esperar para ver.

Um grande abraço para todos os órfãos do BBB, que certamente compõem uma legião, incluindo a mim mesmo.

Coluna Lenha na Fogueira- Será que fizeram magia negra para Débora?

March 21st, 2010

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Desde que estreou a maravilhosa “Cama de Gato”, confesso que tive a sensação de que a novela deveria se passar no horário das oito. E pelo que andei vendo, acho que muita gente concorda comigo. A trama é muito bem elaborada, engenhosa, diria até um pouco “pesada” para o leve horário das seis. Enfim, tudo funcionaria perfeitamente bem no lugar de “Viver a Vida”, contanto que fossem retirados os núcleos caricatos demais. Credito a esse pequeno detalhe que a novela não tenha sido um sucesso de audiência. Afinal, os amantes dos folhetins bem arquitetados ainda não estão em casa no horário em que “Cama de Gato” se passa.

E por falar nesta deliciosa armadilha das seis da tarde que abocanha cada vez mais telespectadores, venho notando que uma personagem, dentre várias, está com o “santo” muito baixo. Trata-se de Débora, papel de Guta Gonçalves.

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Débora surgiu na novela como a filha desaparecida de Alcino (Carmo Dalla Vecchia) e, num piscar de olhos, arrumou uma mãe diabólica e ainda descobriu quem nem filha dele era. Sem contar que começou a estudar na fictícia escola e acabou se apaixonando pelo bad boy mais malandro do grupo. Tudo bem que ela conseguiu transformar Pedro num garoto melhor e os dois começaram a namorar. Mas precisava mesmo ela ter engravidado? E ter acreditado que ele era seu irmão, já que Pedro, é sim, o verdadeiro filho de Alcino? Um tanto azarada essa personagem, não acham?

Mas o pior de tudo foi o que li nas revistas e colunas de novelas sobre o destino da personagem. Fiquei pasmo quando descobri que a garota nadou, nadou… e agora vai morrer na praia? Ou talvez na teia da aranha de Duca Rashid e Thelma Guedes? Só sei que abominei saber que Débora, a quem me afeiçoei tanto, vai morrer após ter sua filha. Débora merecia mais, muito mais. Tudo bem que na vida real os finais nem sempre são felizes, mas Débora parece estar passando pelo mesmo complexo de perseguição que Donatela (Cláudia Raia) passou em “A Favorita”.

Não seria uma pequena influência de João Emanuel Carneiro, que é supervisor de texto da novela? Pode até ser que não, até porque ele só ficou ajudando as autoras nas primeiras semanas. Mas então a resposta seria: elas não estão se baseando demais nas características de João?

Pelo menos de uma coisa eu tenho certeza. Dentre a estadia de Verônica na prisão, o casamento de Gustavo e Rose e o esnobamento merecido de Taís por Bené, Débora merecia mais do que um parto sofrido, um marido abandonado e viúvo e um funeral que, certamente, vai deixar todos os personagens (tudo bem Verônica, eu deixo você de fora dessa) arrasados.

Com tudo isso, pelo menos Débora merece o céu, não é, autoras? Ou nem isso ela vai ter, coitadinha?

Coluna Lenha na Fogueira- O Oscar é Internacional da Mulher

March 14th, 2010

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Um dos maiores espetáculos do mundo, uma dádiva para os amantes do cinema. Na noite do dia 7, ocorreu a maior premiação mundial de cinema, a entrega do cobiçado Oscar. E posso afirmar que sempre paro o que estou fazendo para apreciar esse momento único que ocorre todos os anos. E complemento que a noite foi recheada de surpresas e presentes.

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Como disse o saudoso José Wilker, comentarista do evento aqui no Brasil, o futuro do cinema mundial iria se encaminhar através do resultado das estatuetas. E ele teve uma bela previsão. Maravilhosas obras de arte como o comovente “Preciosa, uma história de esperança”, o realístico “Guerra ao Terror”, o fenômeno de todos os tempos “Avatar”, o ficcional “Distrito 9” e o sarcástico “Bastardos Inglórios” figuraram entre os favoritos, sendo que ao total eram 10 filmes indicados.

Confesso que torci por “Preciosa”, mas o filme não tinha cacife para derrotar o caríssimo “Avatar” ou o elogiado “Guerra ao Terror”. Ainda assim, fiquei muito feliz pelo filme ter ganho nas categorias Melhor Atriz Coadjuvante, com a impressionante interpretação de Mo’Nique e na de Roteiro Adaptado.

Outros pontos altos da festa foram a premiação de “UP: Altas aventuras” como melhor animação, Sandra Bullock como melhor atriz por “Um sonho possível” e Jeff Bridges, Melhor Ator com sua atuação em “Coração Louco”. Sem contar que, na apresentação das categorias de Melhor Atriz e Melhor Ator, os indicados contaram com a presença de conhecidos parceiros de trabalho, que mencionaram algumas homenagens a eles antes da premiação.

Mas a grande briga da noite ficou por conta de um ex-casal. Isso mesmo. James Cameron e Kathryn Bigelow, respectivamente por “Avatar” e “Guerra ao Terror” foram casados durante dois anos e disputaram as principais categorias juntos. E o resultado foi exatamente como José Wilker, aqui no Brasil, esperava e queria. O caríssimo “Avatar”, com suas criaturas azuis de Pandora e seu orçamento de 500 milhões, foi engenhosamente derrotado pelo simples e tocante “Guerra ao Terror”, com seus míseros 11 milhões de custo. Mas não pense que Cameron ficou triste. Ele deu o maior apoio a ex-esposa, que mal acreditava que havia ganho 6 estatuetas das 9 que concorria, incluindo a de melhor direção e a mais importante, a de melhor filme.

E isso provocou algo que, coincidências a parte, já foi, só por si, sarcástico demais. Kathryn foi premiada como a primeira mulher a vencer a categoria de Melhor Direção justamente quando, depois da meia-noite, já era o Dia Internacional da Mulher. Realmente algo que vai ficar marcado na memória de todos.

Aproveito para desejar um Feliz Dia da Mulher atrasado, mas caros leitores, eu juro que escrevi esta coluna justamente no dia 8 de março, então isso quer dizer que não é tão atrasado assim. Foi em cima da data, mas o importante é que elas merecem, mulheres de todo o mundo. Vocês são demais. E a premiação do Oscar só comprovou isso ainda mais.

Coluna Lenha na Fogueira- Preciso falar de Klara Castanho…

March 7th, 2010

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Como bom admirador televisivo, sempre que surge um destaque, adoro fazer meus próprios comentários. E convenhamos que o país inteiro está indignado com o grande destaque da dramaturgia atual. Uma menina fofa, que chegou chegando apenas como mais um brilhante talento mirim, mas que convenceu o país de que é a grande vilã da trama do horário das oito. Sim, é ela, Klara Castanho como Rafaela, fazendo jus ao seu destacado nome na abertura de “Viver a Vida”.

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Klara já havia brilhado na série “Mothern” na TV paga e vivido um pequeno papel mirim em “Revelação” um dos últimos fiascos dramatúrgicos do SBT. E foi ali que seu rostinho meigo chamou a atenção. Para quem entrou, a princípio, para ser a filha sem pai de Giovanna Antonelli, Klara Castanho já era vista, antes mesmo da novela estrear, como a comparsa das maldades da mãe, que seria a vilã Dora da historia de Manoel Carlos.

Mas a novela foi lançada, o ibope foi mostrando que tinha algo de errado com a trama e, num piscar de olhos, tudo mudou. Realmente, o autor pensou em fazer da pequena brilhante uma vilãzinha muito mal criada. O problema foi que a mãe dela, Dora, não se tornou a vilã que o país inteiro queria ver. Giovanna Antonelli acabou ficando caricata com sua Dora e conquistou os telespectadores como a mais amorosa mãe da novela, ao contrário do mal exemplo que ela deveria ser para a filha. E adivinhe para quem sobrou todo o destaque que faltou a mãe? Sim, para a filha.

Rafaela é responsável, hoje, juntamente de Alinne Moraes com sua Luciana, pelos melhores e mais apreensivos momentos de “Viver a Vida”. Não aceitando a ideia da mãe em mudar para o Rio de Janeiro e trabalhar na casa de Helena – papel da protagonista ofuscada Taís Araújo –, Rafaela começou a colocar suas manguinhas de fora. E o que é aquele olhar da garota quando quer muito amedrontar Helena? Sinceramente, digno de atriz muito experiente.

A menina tem ótima dicção, fala com naturalidade, sabe diferenciar sua personagem diabolicamente doce de seu caráter natural e, acima de tudo, mantém os pés no chão. Tanto que, quando vai dar uma entrevista em algum programa de televisão, não tem nenhuma crise de estrelismo ou coisa do tipo. E olhe, digo uma coisa. São atrizes assim que, num futuro próximo, se consagram no país inteiro.

Estou louco para ver o desenrolar dessa nova e, mais atraente, Rafaela. Agora que finalmente “Viver a Vida” fez regime e perdeu um pouco da barriga – tudo culpa do carnaval, segundo Manoel Carlos – a personagem ficou mais interessante e, mesmo tendo sido proibida de fazer maldades explícitas pelas autoridades públicas, deixou a trama com um gostinho de inovação acertada. Afinal, até hoje quantas crianças interpretaram papéis de vilão? E não me digam que Rafaela não é uma vilã porque, sempre que ela abre a boca para fazer ameaças a Helena, fico com vontade de dar umas boas palmadas na bunda da menina, assim como fico com um coceira de entrar na televisão e socar uma Paola Oliveira, de “Cama de Gato”.

Enfim, Klara Castanho como Rafaela está dando um show de carisma, interpretação e ameaçando o poderoso olhar de Patrícia Pillar como Flora. A pequena atriz certamente veio para ficar e assim espero, porque talentos dessa idade não se encontram em qualquer Avenida. Klara Castanho é Klara Castanho. E Rafaela é Rafaela. O que quero dizer com isso é que percebi que a menina sabe muito bem onde estar e onde pisar. Um convite para as autoridades repensarem a censura que estão colocando nos dedos de Manoel Carlos e nos olhos de milhões de telespectadores brasileiros que querem ver “Klara Castanho como Rafaela” brilhar ainda mais na novela das oito.

Coluna Lenha na Fogueira- Praticando TPN com “Passione”

February 28th, 2010

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Quem vem acompanhando meu trabalho frequentemente, deve ter notado que eu me referi inúmeras vezes ao termo criado por mim próprio como TPN. Pois trata-se da ansiedade que temos quando uma novela está para estrear. A chamada Tensão Pré Novela. E hoje vou falar sobre uma que ainda demorará um pouco para termos a graça de vê-la, mas que já está dando tanta repercussão que não consegui me segurar. Vou fazer alguns comentários sobre “Passione”, o próximo trabalho de Sílvio de Abreu no horário nobre.

Para principiar, não achei muita ligação do nome com a trama em si própria. Ainda assim, é um nome diferente e digamos, exoticamente italiano. Tudo bem que a novela se passará em partes na Itália, mas pelo que li sobre a obra, poderia ter outro nome.

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Quanto a história, achei o gancho inicial bastante interessante, como se o autor quisesse dar largada a uma maratona. Um ato que influencia metade do elenco a lutar por algo. Isso acontece quando Bete Gouveia, que será vivida pela terrivelmente maravilhosa Fernanda Montenegro, casa-se com Eugênio – em participação especial de Mauro Mendonça – grávida de outro homem. Eugênio decide aceitar criar o filho bastardo como se fosse seu, mas o bebê nasce morto. Ou pelo menos é isso o que ele faz a mulher acreditar.

Depois de construírem um gigantesco império, a Metalúrgica Gouveia, que é especializada na produção de material esportivo, e terem três filhos, eis que surge a revelação. À beira da morte, Eugênio revela para Bete que o filho primogênito dela não morreu, mas que está vivo e que mentiu para ela porque não suportou a idéia de criar o filho de outro homem. Ele conta também que deu a criança a um casal italiano com uma boa quantia em dinheiro e que eles voltaram ao país natal. Diante disso, Bete perde o chão e decide encontrar seu filho, vivido por Tony Ramos, como o camponês Totó.

E é assim que surge a “maratona”. Os filhos legítimos de Bete e Eugênio terão de dividir o patrimônio com mais um, que ainda por cima é bastardo. E dois jovens sem caráter decidem se aproveitar desse segredo para saírem da miséria: os vilões Clara e Fred, vividos, respectivamente, por Mariana Ximenes e Reynaldo Gianecchini.

Agora vamos aos fatos. Estou louco para ver como essa revelação vai mexer com o ânimo de todo o elenco da novela. Afinal, já vimos isso em algum lugar, não é? Espero que o mestre Sílvio de Abreu saiba conduzir essa história de uma forma diferenciada.

E Mariana Ximenes como vilã? Juntamente com Reynaldo Gianecchini? Sinceramente, não sei porque os autores globais insistem em colocar atores acostumados a interpretarem bons moços em papéis de vilões. Isso aconteceu com a ótima Grazzi Massafera, e não deu nem um pouco certo. Mas acredito no “cacife” de Mariana e Reynaldo, até porque os considero atores completos. Já Grazzi é mais limitada.

O único e terrível erro de Abreu foi ter escalado Carolina Dieckmann para interpretar a mocinha da história. Afinal, a atriz tem um estilo de interpretar que não convence nem aos próprios fãs. Mas estamos aí, para acompanhar. Quem sabe “Passione” não surpreenda e recupere os preciosos pontinhos que a “barriguda” trama de Manoel Carlos perdeu por ser tão “barriguda”?

 

 

 

 

Coluna Lenha na fogueira- Porque Viver a Vida não deu certo?

February 21st, 2010

Lenha na Fogueira 1Bom, para início de papo, vamos a algumas comparações sobre as tramas de Manoel Carlos, um dos mais conceituados e realistas dramaturgos da televisão brasileira.

Maneco, como é chamado pelos íntimos, escreveu ao longo de sua carreira, inúmeros sucessos, entre eles “Baila Comigo”, “História de Amor”, “Por Amor”, “Laços de Família”, “Mulheres Apaixonadas” e “Páginas da Vida”, isso só para citar alguns. Todas as tramas com um choque polemizado enorme e grande apelo do público para casos de merchandising social. Ou seja, emoção à vista.

Mas agora, entre todas as Helenas que ele já escreveu, entre todas as páginas de suas histórias, ao meio a tantas mulheres apaixonadas e homens embevecidos com essas mulheres apaixonadas, porque aquela que tinha tudo para ser outro grande sucesso, tornou-se o fracasso nacional do horário das oito?

viver a vida um

As explicações só parecem óbvias, mas não são. Primeiramente, já estamos cansados de saber que a internet e a audiência em crescimento de outras emissoras contribuiu de fato para a queda do ibope da novela. E dizem que quando novela cria barriga, fica complicado de reverter a situação. Pois eu discordo de alguns desses pontos.

O fracasso atual que atende pelo nome de “Viver a Vida” é uma história com ótimos personagens, diálogos dos melhores já vistos e temas ainda inexplorados dessa forma tão instigante. É o caso da tetraplegia de Luciana, personagem de Alinne Moraes.

Mas para começar, porque o nome “Viver a Vida”? Uma total falta de criatividade, como se tivessem emendado um nome de última hora para a novela ter um slogan próprio.

Segundo. O que significa aquele descanso de tela que chama-se abertura da novela? O esquema das cores se modificando num prisma é bacana, mas aquele branco de pano de fundo dá vontade de fechar os olhos e nunca mais os abrir. Dá sono.

E alguns personagens, como a ótima Débora Nascimento e os núcleos da Marta, que tem câncer na novela, são pouco explorados. Acho que quando se cria uma novela, deve-se pensar em cada personagem com carinho e não se apegar a certos por causa da história que está empolgando. Pode ser que aqueles personagens esquecidos, aqueles do fundo do baú, mostrem uma história muito mais interessante do que o choro contínuo da Luciana ou a amargura sem fim de Tereza, da Lília Cabral.

Destaco também que, Manoel Carlos, devia pensar que está lidando com atores profissionais e não com marionetes que recebem texto em plena balada de sábado. O autor é dos mais respeitáveis, mas só porque ele prefere ver o resultado do capítulo no ar antes de ir escrever o próximo, isso é correto com os atores que interpretam?

E certos capítulos se resumem numa cena inteira de flashback ao invés de uma emoção maior de um reencontro, uma briga, um acidente, um tapa na cara. O fim da maioria dos capítulos acaba com um abraço, ou um “tchau amiga” ao contrário de um empolgante “sua vagabunda, vou arrancar todos os seus dentes” ou um “socorro, fui sequestrado”.

Manoel Carlos é inteiramente responsável por todos os fracassos de sua novela e deveria repensar suas cenas de café da manhã tranquilo ou tramas centradas num só núcleo. O que falta é empolgação, revelações surpreendentes – e olhe que estas não faltam – e maior desenvolvimento das vilanias de Klara Castanho, com aquele seu olhar pérfido e inocente ao mesmo tempo. Atitudes repensadas podem dar um melhor resultado, antes que seja tarde demais.

Mas ops, já é tarde demais. “Viver a Vida”  já não se escapa de se tornar o pior ibope do horário das oito. É uma pena, pois Taís Araújo merecia realizar o sonho de viver sua Helena de forma mais maravilhosa.

Coluna Lenha na Fogueira – O melhor de todos

February 14th, 2010

Lenha na Fogueira 1

Posso estar muito enganado, ou louco para estar me enganando, mas um fato eu preciso comentar. O Big Brother Brasil 10 realmente é 10. Ou até mesmo 11. Do elenco afinadíssimo, aprofundado e diferenciado ao apresentador que ao errar, acerta sempre.

Tipos como Tessália, considerada a grande vilã da casa, não merecia ter sido eliminada. Afinal, o que será da audiência agora que ela saiu? Ou o público quer muito ver pessoas em plena harmonia, dando beijinhos, selando amizades e brincando de esconde esconde?

Uma coisa que aprendi é que quando alguns leões estão juntos numa mesma jaula, a reação humana é querer que eles briguem. No BBB consideremos a mesma coisa. De que adianta aquela mansão linda, com piscina chiquérrima, academia, se não tem um bom tipinho que brigue, cause tumulto, arme barraco. Tudo bem que restaram as barraqueiras reservas Elenita, Anamara e Lia, mas o jeito como Tessália jogava era o que movimentava a roda do jogo. Seu modo reservado, por debaixo dos panos – alias, panos e edredom – davam pique ao BBB. E aquele olhar que ela fazia? Nossa, era de dar arrepios.

Outro que metia medo era Alex. Aquele sorrisinho falso de quem sabe tudo e é o dono da verdade me deixava de cabelo em pé. Seu modo de jogar, ajudando, mas depois cobrando algo em troca, foi algo que me deixou chocado.

bbb every

Destaque para quem gosto, como Cadu, seu jeito bobalhão, ingênuo, porém sincero; Fernanda, mais ingênua ainda, boazinha, verdadeira, com um coração de ouro, porém chorona demais; Lia, uma mulher de fibra que não tem medo de por a boca no trombone. Até Dourado tem me cativado nesses últimos dias, surpeendendo-me de um jeito que jamais achava possível.

Já os coloridos destaco apenas Sérginho. Ele tem um jeito único e, de tão extrovertido, acaba se tornando over demais. Confesso que dou muita risada com ele e seus modelitos de roupas. Parabéns para ele, que não tem medo de inovar e polemizar. Já Angélica parece não aceitar quem é e Dicesar querer abdicar seus direitos homossexuais e confrontar o homofobismo de Dourado. Odeio preconceitos, mas quando o conceito se torna o preconceito, também é feio.

E vocês? Já tem um favorito para levar esse grandioso prêmio de 1,5 milhão? Façam suas apostas.
Quero deixar registrado também que, apesar de não ter gostado de “A Fazenda”, tiro o chapéu pela final do reality, que conquistou a liderança isolada no ibope.

Agora vamos polemizar um pouco.

O que vocês acharam do tumulto que Michel causou no BBB ao "se deitar" com Tessália debaixo do edredom e erotizar sons que não deixaram nenhuma sombra de dúvida sobre o que aconteceu?

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Um grande abraço a todos os meus leitores.

Por Alexandro Vigolo

Coluna Lenha na Fogueira – Big Bomba Brasil

February 7th, 2010

Lenha na Fogueira 1

Desde o aguardado dia 12, quando o novo Big Brother Brasil até então entraria no ar, repleto de novidades e surpresas inacreditáveis, nossos corações pulsaram alguns batimentos mais acelerados. Mas não somente por ser a décima edição do reality show mais visto do país, e sim também pelo embate que ele sofreria: de um lado a enfadonha e cansativa “A Fazenda 2″, da Rede Record. E do outro, o inédito, porém repulsivo, torturante e diferente “Solitários” do SBT.

Os amantes da platinada Globo ficaram na expectativa para verem esse resultado e torcer para que o primeiro dia do BBB fosse um sucesso e não se deixasse abater por “A Fazenda”. Muito menos perder na audiência pelo “Solitários”. E o que foi que aconteceu?

Bom. Por mais que estejamos cansados de saber, pelo menos por enquanto, onde nenhuma outra rede de televisão tem a estrutura organizada e bem feita que a Globo tem, o resultado foi o mais óbvio possível. O tão esperado reality de verão global foi sucesso absoluto, vencendo as duas concorrentes e ainda fazendo-as comerem poeira. Mas alguém ainda tinha dúvidas quanto a isso? Mesmo os fãs da Rede Record? Teriam eles dúvidas de que o BBB perderia para outro programa na qual competisse?

de olho no bbb

Não remesso tantos elogios ao BBB só porque ele é o mais visto do Brasil. Até porque, mesmo na liderança absoluta, o programa não registrou “aquela” audiência surpreendente de anos e edições atrás. Tudo bem que a concorrência está mais apertada agora, então isso já é um bom primeiro motivo para o sucesso do reality, que registrou média de 30 pontos no ibope. É considerada a segunda pior média de estreia, perdendo apenas para a segunda edição, que registrou 29 pontos. E isso foi lá no início do milênio. Então, outro motivo para comemoração.

Outro ponto forte, que merece destaque, é a apresentação perfeita de Pedro Bial. Mesmo quando ele se engasga nas palavras consegue transmitir verdade e, depois que pisa na bola de alguma forma, sempre consegue reverter tudo para si próprio e transforma as palavras em poesia.

Em nenhuma outra parte do mundo o Big Brother Brasil conseguiu chegar à décima edição. Mas em nenhum outro lugar do planeta tinha-se um Pedro Bial, um Boninho cheio de cartas na manga, uma edição que, mesmo nos dias em que dura apenas cinco minutos, consegue proporcionar aos telespectadores a sensação de que o outro dia precisa muito sr visto, quase como uma questão de honra. E isso sem contar que, nesta caprichada décima edição, temos um verdadeiro “zoológico” brasileiro de criaturas que, de tão humanas, completam os quatro cantos do país. Mas os “personagens engaiolados” é motivo para uma próxima coluna.

Pois é. Até a audiência de “Viver a Vida”, escrach como o pior fracasso do horário das oito, tem conseguido singelas melhoras com o BBB para complementar depois.

Agora gostaria de deixar uma questão no ar: onde foi parar a vaquinha que, nas chamadas de “A Fazenda 2″ alfinetava o robozinho do BBB? Será que ela voltou para o pasto e se escondeu, ou enfrentou o robô, levou um choque e morreu?