Artigos arquivados da categoria ‘Colunas’

Coluna Raio X – Em foco: Malhação 2010 e agora vai?

August 30th, 2010

Raio X 1

O reinado de Fiuk mudou de horário, chegou a hora de um elenco inteiro renovado para pegar o desafio de elevar a audiência da novelinha teen da Globo. Sempre alvo dos críticos, o programa sempre foi visto como um grande fast food da teledramaturgia, o playground da televisão e um shopping de estereótipos sobre os jovens da nossa sociedade. Com bons e maus momentos o programa já fez história na Televisão brasileira e já lançou vários atores que hoje se destacam em outros horários e outros que ainda não se livraram do selo “Malhação de qualidade”.

Após uma temporada ruim onde só o carisma de Fiuk prevaleceu, a novelinha vem com uma outra roupagem e com uma nova história, sem muitas mudanças porém prometendo outros enfoques. De primeira podemos perceber um cuidado maior com a edição, o que visualmente traz uma sensação de um produto mais bem feito e não tão “pré-fabricado” como em algumas temporadas. O texto é bem estruturado, ainda preso a muitos clichês mas tem ritmo e está bem interessante, não é a toa que o autor, Emanuel Jacobina, já conquistou a emissora escreveu “Coração de estudante” no horário das seis. De volta ao horário tem a missão de resgatar a antiga audiência.

O elenco é jovem, bonito e talentoso, e conta com alguns pesos pesados, Helena Ranaldi é aquela elegância de sempre, Inês Vianna e Cris Nicolotti prometem! E Marcelo Mello Junior após interpretar um mau elemento em “Viver a vida”, agora é um goleiro promissor. Os atores novos a princípio estão dando conta do recado, os jovens protagonistas demonstram que o casalzinho pode pegar porém é esperar para conferir! E assim a nova temporada tem seu início, a história só está no começo mas já mostrou algumas armas já tradicionais desse horário, muita gente na piscina, azaração e diferenças sociais. Resta saber se a galera vai se identificar com essa nova temporada. A audiência começou em baixa mas é apenas o começo. Desejo a todos muito sucesso e torço para que a no velinha traga de volta a audiência de outros tempos.

Queridos leitores, agradeço a todos que acompanham essa coluna e peço que deixem seus comentários, o que acham sobre o que acabei de escrever? Façam perguntas, sugestões, participem! Semana que vem tem mais!

Jefferson Machado é arte educador, dramaturgo,ator e diretor de teatro
Contato: jeffapenas@bol.com.br ou então
me sigam no twitter colunaraiox@twitter.com

Coluna escrita por Jefferson Machado
jeffersonmachado@tvaudiencia.net

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TV: 60 anos de histórias – Capítulo 28: Celebridades dos 60 anos da TV – Irene Ravache

August 28th, 2010

TV 60 Anos

irene ravacheO prazer de interpretar fica visível em cada trabalho dessa dama das artes cênicas. Na pele de “Clô”, em Passione, ela nos brinda com um personagem cheio de vida e bom humor. Estamos falando de uma carioca de 66 anos, que esbanja juventude e beleza.

Irene Ravache é atriz e diretora. Atuou em 21 peças e dirigiu outras cinco. Participou de onze produções cinematográficas. E na TV estreou em 1963 como…apresentadora. Foram 34 trabalhos com destaque para “Éramos seis”, no SBT.

Ganhou dois troféus por suas interpretações na TV e uma indicação ao Emmy Awards, em 2008, como melhor atriz pela novela “Eterna Magia”.

Com todo o talento que possui, Irene Ravache criou, com Jardel Filho, na novela “Sol de Verão”, em 1982, uma das mais perfeitas químicas de casal da TV, coisa rara de acontecer.

Muito além de uma mulher bela e uma atriz consagrada, Irene Ravache é um exemplo de figura politizada, que vive antenada com as mudanças de seus tempo e sempre pronta para encarnar papéis renovadores e revolucionários.

Na próxima semana mais um astro ou estrela da TV brasileira em destaque num emocionante capítulo biográfico. Aguardem!

Coluna especial escrita por Paulo Ribeiro
pauloribeiro@tvaudiencia.net

Coluna Antenado – Filosofando diante da TV

August 27th, 2010

Antenado 1

Família na TV Antiga

Não repare o tom meio senil dessa coluna. Chegar á meia idade não é uma coisa impune; o físico e a mente adquirem ritmos próprios e exóticos.

Num desses dias, assistindo a TV, deparei com uma reflexão sobre o quanto esse veículo me influenciou. Embora goste mais, pela ordem, de cinema e teatro, a TV estava mais acessível, dentro de casa. Não pagávamos pela transmissão, mas o aparelho era caro e tínhamos de adquirir uma boa antena (jeito de falar, já que não havia uma antena eficiente naquela época). A entrada de cinema era cara para os padrões da minha família (classe média baixa de um bairro proletário industrial do subúrbio carioca). O teatro, então, era um grande evento. Embora fosse adorador de cinema e teatro, conseguia aprender mais sobre esses meios através da TV.

Aprendi a gostar de filmes pela TV. A gostar de teatro através de novelas e seriados. A gostar de estar em família quando parávamos diante da TV para debater o assunto mostrado na telinha. Que importância tem isso para as gerações de hoje? Acho que vivemos uma era onde toda a informação não deu cabo de tornar o ser humano menos egoísta e solitário. Hoje temos a internet, nos comunicamos através do e-mail e das comunidades, mas temos dezenas de vezes mais amigos virtuais do que de fato. Temos mais conversas virtuais do que aquelas onde podemos sentir as verdades do outro. A TV está ainda por aí, mas é uma TV perdida e hesitante, mais até do que quando começou imitando um pouco o rádio, o cinema e o teatro. As pessoas param suas vidas para assistir um reality show, que pretende ser verdadeiro, mas tem roteiro. Antes as novelas preenchiam de magia um Brasil tosco onde conseguir um telefone era caro e complicado, protestar contra o governo era proibido e podia nos levar à tortura, onde o presidente era militar e tentava nos impor uma vida de quartel. Até por conta dessa ditadura, éramos mais unidos por termos um ideal de liberdade. A TV era preta e branca, não tínhamos celular nem fixo, não tínhamos computador e nem internet, quando muito uma máquina de escrever mecânica, não tínhamos CD e DVD, mas nos acabávamos de dançar ouvindo um LP de vinil na vitrola. No meu bairro, os supermercados com self-service começavam a surgir, tirando a força dos armazéns com balconista.

O tempo passou e aquele não é mais o meu tempo e sim esse no qual vivo agora. Ele tem suas qualidades, como todas as épocas, mas sinto falta de uma TV que me toque mais e olha que hoje temos centenas de canais, diferente da época onde haviam dois ou três. Quero mais da TV do que uma tela de LCD, imagem em 3D, sintonia digital. Quero uma TV que não seja um robô, tão boa como a antiga que tateava, mas encontrava o caminho, diferente dessa de hoje que sem conseguir ver o futuro de conteúdo, mergulha no passado de remakes sem o mesmo brilho ou fórmulas fáceis que jamais instigam a inteligência. Saudades da TV que tive.

Coluna escrita por Paulo Ribeiro
pauloribeiro@tvaudiencia.net

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Coluna Raio X – Em foco: Destaques da semana

August 23rd, 2010

Raio X 1

Essa semana queria fazer diferente e destacar alguns atores que realmente essa semana conquistaram a minha audiência.

Em primeiro lugar queria parabenizar a maravilhosa Gisele Fróes que vive a médica Jane em “Escrito nas estrelas”, ela está mais uma vez dando um banho de interpretação. Mas essa semana o capítulo de quarta feira realmente parece ter sido dedicado a atriz. Gisele Fróes estava simplesmente sublime! Isso porque ainda podemos acompanhar seu trabalho durante a tarde pois ela também dá um show em “Sinhá Moça” no papel da mãe de Ana do Véu. É lógico que torcemos para que Humberto Martins fique com Nathália Dill no final ,porém já é de cortar o coração só de imaginar a cena em que Jane irá descobrir isso, devido a verdade com que a atriz compõe sua personagem. Parabéns,Gisele!

Outro grande destaque dessa semana é Cauã Reymond que está mais uma vez sendo um dos grandes destaques do horário nobre, é perceptível ver a entrega e a busca desse jovem ator em realizar um bom trabalho. Cauã veio numa crescente e a cada cena ia melhorando e simplesmente arrasou!

Criança Esperança

Também gostaria de comentar sobre a edição do “Criança Esperança” deste ano, Wolf Maia e Ulisses Cruz deram um tom teatral e grandioso ao espetáculo, porém sinto que os olhos ficaram mais voltados a quantidade de participantes do que a apresentação em si. Digo isso porque foi um festival de “dancinhas” naquele palco: Luana Piovani brincou de bailarina, Daniele Winits e Jonatas Faro com certeza sabem fazer melhor do que aquilo que apresentaram e por aí vai! Sem falar da posição das câmeras que muitas vezes transmitiam o show a distância como se não fosse feito para a televisão. E o que dizer do final com aquele bolo gigante que parecia que seria um final grandioso e fecharia com chave de ouro mas no final resumiu em uns efeitos bem básicos. A impressão que tive foi de ter visto um evento produzido por uma dessas “prefeituras da vida” e não por dois grandes diretores, um da TV e outro do Teatro. A intenção sempre é boa, a audiência foi boa mas podia ser bem melhor, quem sabe no próximo ano!

Queridos leitores, agradeço a todos que acompanham essa coluna e peço que deixem seus comentários, o que acham sobre o que acabei de escrever? Façam perguntas, sugestões, participem! Semana que vem tem mais!

Jefferson Machado é arte educador, dramaturgo,ator e diretor de teatro
Contato: jeffapenas@bol.com.br ou então
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Coluna escrita por Jefferson Machado
jeffersonmachado@tvaudiencia.net

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TV: 60 anos de histórias – Capítulo 27: Celebridades dos 60 anos da TV: Carlos Alberto de Nóbrega

August 21st, 2010

TV 60 Anos

Carlos Alberto de Nóbrega

Na semana em que o SBT comemora seus 29 anos de existência no programa “A praça é nossa”, nada mais justo do que homenagear este ícone do humor televisivo, responsável por um dos 10 programas mais importantes da história televisiva ainda no ar.

O trabalho de Carlos Alberto de Nóbrega começou muito antes dele. Seu pai, Manoel de Nóbrega, criou a praça onde um personagem leitor de jornal, sentado num banco, interage com gente muito divertida e louca. A fórmula, junto com a de “A grande família”, sintetiza o que de melhor o humor nacional produziu na telinha.

A carreira de Carlos Alberto, um niteroiense de 74 anos, começou no rádio aos dezoito como redator. Dois anos depois, veio a TV Paulista onde ele e o mestre Golias atuavam juntos, com Carlos Alberto também escrevendo os textos. Passou pela Record, Tupi e ficou 11 anos na TV Globo.

No SBT participou de vários humorísticos até resgatar “A praça é nossa”, da qual é diretor e realiza o mesmo trabalho de seu pai: servir de escada para o humorismo de diversos talentos. Diretor, humorista, redator, Carlos Alberto empresta seu talento há mais de 55 anos a uma bela missão: a de nos fazer rir.

Foi dada a largada para a adivinhação. Quem será nosso próximo homenageado? Assistam no próximo capítulo.

Coluna especial escrita por Paulo Ribeiro
pauloribeiro@tvaudiencia.net

Você Sabia? Record apoia abertamente o aborto

August 21st, 2010

VoceSabia

A TV Audiência começa hoje essa série de colunas especiais chamada “Você Sabia?”. O objetivo desta nova categoria é revelar algumas verdades sobre a TV que poucos telespectadores conhecem.
No post de hoje você verá um vídeo veiculado pela TV Record e pela Record News durante sua programação. Nele, as emissoras mostram-se favoráveis ao aborto. E você, é a favor ou contra desta prática? Comente!

Coluna Antenado – A TV diante do horário eleitoral

August 20th, 2010

Antenado 1

Congresso Nacional Política Brasília Legislativo

Quase todo mundo sabe que a televisão é uma concessão governamental e que o horário eleitoral é uma espécie de obrigação legal. Mas a entrada do horário eleitoral na tela da TV causa mais estragos do que benefícios.

Não sou um crente no fato de que o voto é que sustenta a democracia. Podemos votar em senadores, presidente, deputados e vereadores, mas não conseguimos tirá-los de lá com a mesma arma. E os políticos se mostram cada vez menos merecedores de continuarem ocupando os cargos eletivos.

Voltando à TV, a quebrada que o horário eleitoral dá na grade das emissoras traz confusão e afasta a audiência, que na TV aberta anda bem escassa. Outro mal é que o horário eleitoral é gratuito, ou seja, é um espaço onde as TVs deixam de arrecadar. Programas esperam essa época acabar para lançar novos quadros, reprises diversas são escaladas e o público é que paga o pato: vê uma programação pior e ainda atura postulantes ao Legislativo e ao Executivo falando, falando e não dizendo nada.

Enquanto não arrumamos um sistema onde os representantes sejam mais éticos, vamos vivendo desse. A solução para quem não tem mais paciência para aturar falsas promessas em meio à sua programação normal é ouvir um bom cd, assistir a um bom DVD e rezar para que um dia o horário político eleitoral possa ser motivo de um plebiscito sobre sua continuidade.

Coluna escrita por Paulo Ribeiro
pauloribeiro@tvaudiencia.net

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Coluna Raio X – Em foco: Eliana e a “Polêmica”

August 16th, 2010

Raio X 1

Eliana

Nesse último domingo, dia dos pais, o programa Eliana no SBT deu a partida no quadro “Os opostos se atraem” com seus participantes: a funkeira Mulher Filé, o ex BBB Dicesar, e a divertida Sílvia Design. Para quem já conhece o quadro já imagina o que aconteceu, mas para quem não conhece viu mais uma vez toda aquela polêmica homofóbica do Big Brother reacender no mesmo estilo.

Tudo isso porque entre os escolhidos para conviver com Dicesar no programa, estava um jovem no estilo “Dourado”, lutador e homofóbico, e assim trouxe todos aqueles insultos de novo ao ex BBB. Junto com isso também houve uma evangélica pregando contra o funk, uma lésbica ofendendo a mulher Filé e dois machistas defendendo a tese de que mulher não precisa sair de casa. O programa pegou fogo e nem sequer começou, ofensas de todos os lados e muito pouco argumento. Para quem assistiu até o final sabe que ainda deve piorar muito porque os participantes não sabem se defender de outra forma além das ofensas. Dicesar e Sílvia é que fogem um pouco levando na brincadeira e tirando sarro de algumas situações.

Assim vejo o tema da homofobia mais uma vez se reacender porém mais uma vez terá o mesmo fim: Não levará a nada! E tudo será generalizado! O que é uma pena pois é um programa dominical e seria de muito bom grado a oportunidade de levar algo melhor para o nosso público, mas pelo visto não deve fugir da exploração das provocações entre os opostos porque afinal é isso que dá audiência. Quem sabe me surpreenda, se isso acontecer volto a tocar no assunto!

Apesar disso Eliana comanda seu programa com muita sabedoria e domina seu auditório com muita elegância, apesar de sua (horrível) risada, um charme à parte!

Coluna escrita por Jefferson Machado
jeffersonmachado@tvaudiencia.net

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TV: 60 anos de histórias – Capítulo 26: Celebridades dos 60 anos da TV: José Bonifácio de Oliveira Sobrinho – Boni

August 14th, 2010

TV 60 Anos

Boni

Quem conhece a trajetória da maior TV do país e uma das maiores do mundo – TV Globo – sabe que o grande mérito desse status de qualidade e personalidade cabe ao trabalho de Boni, a maior personalidade empresarial da TV brasileira.

Boni começou aos quinze anos de idade como estagiário de Dias Gomes numa rádio. Ainda nesse ano, 1950, foi contratado como redator do programa “Clube Juvenil Toddy” da Rádio Nacional. De passo em passo sempre acertados, Boni chegou em 1953 à Tv Tupi trabalhando como redator, produtor e diretor. Depois de um tempo assumindo grandes postos nas agências de publicidade foi, em 1967, convidado para trabalhar na Tv Globo, onde se tornou responsável por toda a programação da emissora, como a criação do Jornal Nacional, a nova dramaturgia global tornando-se em 1970, superintendente de Produção e Programação da Rede Globo. Em 1980 assumiu a vice-presidência de operações da emissora, função que exerceu até 1997. Prestou consultoria à emissora até 2001 e hoje é sócio da Tv Vanguarda, afiliada da Tv Globo no interior de São Paulo.

No próximo capítulo vamos falar de mais um ícone televisivo ímpar, que hoje ainda empresta seu brilho a diversas produções. Quem será?

Coluna especial escrita por Paulo Ribeiro
pauloribeiro@tvaudiencia.net

Coluna Antenado – O que pode dar azar (numa sexta-feira 13 e a qualquer momento)?

August 13th, 2010

Antenado 1

trevo-4-folhas-sorteO que pode dar azar (numa sexta-feira 13 e a qualquer momento)?

- A emissora dizer que sua audiência está subindo rumo à liderança, enquanto ainda não consolidou sequer o segundo lugar.

- A celebridade instantânea ( que não é especializada em nada) dizer que foi recrutada para o reality da emissora que não é líder, quando a própria emissora não sabe disso.

- Colocar muita gente dentro de um ônibus e achar que isso vai conquistar audiência.

- Mudar de canal com mágoa do anterior e ficar na geladeira do atual emprego.

- Dizer que não gosta do apresentador X e ter que ser gentil com ele, em rede nacional, quando participa do júri de um troféu famoso no canal do desafeto.

- Ser um grande humorista na TV e na vida real alguém que ninguém quer ter por perto.

- Interpretar a si mesma em todas as novelas – uma mulher absoluta, indispensável e que não envelhece – quando o talento e a humildade são os requisitos principais de uma atriz que quer evoluir.

- Fazer várias revistas nua e se dizer modelo e atriz quando nunca teve qualquer formação nesse sentido.

- Ser parente do diretor e ser sempre escalado, mesmo sem nenhum mérito artístico para isso.

- Achar que um traseiro avantajado e um pseudônimo de fruta ou carne bastam para o estrelato.

A lista é grande, mas o trevo de quatro folhas sempre mora no bom senso e na verdade. Feliz sexta-feira!

Coluna escrita por Paulo Ribeiro
pauloribeiro@tvaudiencia.net

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Coluna Raio X – Em foco: Não fuja da raia…ou melhor, da Claúdia Raia!

August 9th, 2010

Raio X 1

Aimar LabakiEm novelas sua primeira aparição foi em Roque Santeiro quando seu nariz nem era tão perfeitinho. Mas La Raia já tinha uma trama com destaque em pleno horário nobre: Ela era a mulher do lobisomem!

Hoje a atriz, cantora, bailarina e uma comediante de primeira, Claudia Raia é um dos grandes motivos para se assistir a nova novela das sete “Ti Ti Ti”. Em seu currículo estão grandes novelas e personagens que já entraram para a história das telenovelas: a feirante Tancinha em “Sassaricando”, a vilã Angela Vidal de “Torre de Babel”, a bailarina da coxa grossa Adriana em “Rainha da Sucata”, a polêmica transsexual Ramona em “As filhas da mãe” e a fantástica Safira em “Belíssima”. Todas essas, tramas de Sílvio de Abreu.

Mas também trabalhou com outros autores, fez uma vampira maravilhosa em “Beijo do Vampiro” de Antônio Callmon, também lutou para conquistar a personagem principal na minissérie “Engraçadinha e seus amores” e foi criticada em “A Favorita” ao interpretar a caipirona Donatella. Aliás, antes dessa última trama tinha sido a vilã em “Sete Pecados”, porém a personagem Ágata foi assassinada antes do tempo. Motivo? Dizem que problemas com o autor, Walcir Carrasco. E não podemos esquecer de seu programa “Não fuja da raia” que foi outro grande momento da artista.Tudo isso só na TV porque no teatro Claúdia Raia é outro fenômeno.

Nessa semana com sua mais nova personagem, Jaqueline, a atriz brilhou ao ser presa e na cela com as outras mulheres dava dicas sobre moda. A direção acertou em cheio, Maria Adelaide Amaral, sublime! Claúdia Raia, no tom! E a novela está só no começo!

E não percam neste sábado o lançamento do livro “Teatro de Aimar Labaki”, o autor de novelas Aimar Labaki estará divulgando seu mais novo trabalho. Para quem gosta de boa leitura, ou de uma reunião de artistas é uma boa dica. Dia 14 de agosto das 11h às 14h na Livraria Cultura/ Conjunto Nacional/ 1 andar, loja maior. Avenida Paulista 2073. Compareça!

Queridos leitores, agradeço a todos que acompanham essa coluna e peço que deixem seus comentários, o que acham sobre o que acabei de escrever? Façam perguntas, sugestões, participem! Semana que vem tem mais!

Jefferson Machado é arte educador, dramaturgo,ator e diretor de teatro
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Coluna escrita por Jefferson Machado
jeffersonmachado@tvaudiencia.net

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TV: 60 anos de histórias – Capítulo 25: Celebridades dos 60 anos da TV: Henrique Martins

August 7th, 2010

TV 60 Anos

tributoQuem vê os cabelos brancos e a voz marcante logo percebe que aquele rosto tem uma grande história para contar. Esta celebridade dos 60 anos da TV brilhou nos primórdios da telinha e até hoje dá plantão na ficção televisiva brasileira.

Na novela “Ribeirão do tempo” da Record ele encarna o Senador Érico, seu mais recente trabalho numa carreira onde, como ator, já acumula 50 personagens de peso, desde 1953. Até na reprise de Ana Raio e Zé Trovão ele aparece na pele de um caminhoneiro.

Quem pensa que Henrique Martins é apenas um grande ator, um homem com domínio ímpar de voz e expressões, está enganado. Essa figura talentosa também dirigiu diversos produtos de qualidade, num total de mais de 30 trabalhos.

O que pouca gente sabe é que este nosso destaque televisivo da semana não nasceu no Brasil. Ele é um alemão de Berlim, mas veio cedo para o Brasil. Seu nome oficial é Hanes Schlesinger. E no próximo dia 23 de agosto ele completa 78 anos com boa parte de sua vida dedicada, inicialmente, ao rádio e depois à TV, tendo passado por quase todas emissoras brasileiras. Parabéns Henrique Martins (na foto em um de seus personagens mais famosos, o sheik de Agadir, em 1966,com Márcia de Windsor).

Na próxima semana vamos falar de um homem de visão que consolidou o sucesso de uma grande emissora brasileira.

Coluna especial escrita por Paulo Ribeiro
pauloribeiro@tvaudiencia.net

Coluna Antenado – Parece, mas não é

August 6th, 2010

Antenado 1

Beto Rockfeller - 1968

Andei investindo meu tempo em assistir a novela da Record “Ribeirão do tempo”. Já de saída, não entendi uma questão: como a novela consegue perder pontos depois de CSI, ainda que reprisado? Talvez seus defeitos saltem aos olhos, ainda que o conjunto da obra lembre produtos da Globo pela ambientação, parte do elenco e alguma coisa do estilo. Parece, mas não é.

Sinceramente, por mais esforço que qualquer canal faça de produzir uma novela à altura da qualidade da Globo, ninguém chega a atingir esta meta. Não que as novelas globais estejam brilhantes. São hoje uma pálida imagem do que a Globo fazia, por exemplo, nos anos 80. Os autores parecem ter perdido a mão nos roteiros. Alguns diretores não conseguem nivelar as interpretações e imprimir ritmo às cenas. E até a edição não é mais a mesma. Mas se é um cristal turvo pela poeira, continua sendo um cristal.

Ribeirão do tempo é engraçadinha, tenta angariar audiência com alguns motes de chanchada, mas tem uma direção sem grande pulso. Alguns atores estão fazendo teatro na TV e outros trilharam o caminho do falsete como jeito de falar, quando a orientação geral é naturalista e coloquial. A protagonista não tem um time interpretativo para o posto. E até gente expert no riscado, vem morrendo na praia.

Talvez as únicas emissoras que conseguiram quebrar o padrão global tenham sido a Manchete e a Tupi. Pantanal realmente abalou a audiência da Globo. Mas era uma novela com visual e detalhes totalmente diferentes do que a Globo fazia, assim como na década de 60 a Tv Tupi revolucionou o esquema de novelas capa e espada da Globo ao ousar com Beto Rockfeller (foto), uma história contemporânea e urbana.Não sei, portanto, se o mimetismo da Record, que a levou ser chamada de Recópia, é um bom caminho , assim como tirar parte do elenco da concorrente não resolve se a cultura artística interna não dispõe do know-how da emissora que mais exporta novelas.

Coluna escrita por Paulo Ribeiro
pauloribeiro@tvaudiencia.net

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TV: 60 anos de histórias de histórias – Capítulo especial com 1 ano de duração!

July 31st, 2010

TV 60 Anos

bolo

Peço permissão aos caros leitores para interromper a divulgação das personalidades da história da TV brasileira para falar da importância de comemorar o sucesso de um trabalho em prol da TV.

Não por acaso, o site tvaudiencia. net completa seu primeiro aniversário no mesmo ano em que a TV brasileira faz 60 anos. Somos, portanto, um bebê diante de uma senhora na terceira idade. Só que essa senhora está se remodelando com a alta definição e 3D, que chegam ao Brasil.

Digamos que o site tvaudiencia. net tem a TV como musa inspiradora de suas matérias e colunas; mais que isso, a TV é a nossa razão de existir. Falo pelo site por me sentir perfeitamente integrado nessa família virtual, na qual sou tratado com respeito e consideração. Mas por estarmos lidando com uma senhora sexagenária e também por nos preocuparmos com a ética é que fazemos aqui um jornalismo sério e de conteúdo, sem recorrer à fórmula fácil da fofoca ou de argumentos inventados.

Muito mais do que informações resultantes de um acompanhamento passivo do que ocorre na telinha, nos preocupamos com a reflexão, clareza e verdade, além da diversidade de opiniões, base para qualquer mídia democrática.

No dia 31 de julho, quando esta coluna estiver sendo postada, nós do tvaudiencia. net estaremos soprando a velinha do primeiro aniversário,pensando no futuro e na qualidade do que está por vir, assim como na certeza de que nossa 60 anos preocupação com o público que nos acompanha tornará essa família cada vez maior. Feliz aniversário!

Coluna especial escrita por Paulo Ribeiro
pauloribeiro@tvaudiencia.net