
As televisões de Plasma, de LCD e mais recentemente de LED são sonhos de consumo para milhares e milhares de brasileiros. Geralmente elas atraem compradores devido ao tamanho da tela ou ao design arrojado, principalmente pela espessura bem menor do que as antigas televisões de tubo. Mas são poucos aqueles que entendem e aproveitam o que realmente essas modernas televisões oferecem de melhor: a altíssima definição de imagem e som. E é exatamente sobre isso que a nossa reportagem exclusiva do Repórter TV Audiência irá tratar: HDTV – presente e futuro.
Para produzir a reportagem que você verá abaixo adquirimos uma TV de LCD com 42 polegadas da LG, Full HD, cuja resolução é de 1920 x 1080 e assinamos o pacote de TV a cabo da NET Digital Total HD que conta com cerca de 7 emissoras em alta definição, entre abertas e fechadas. Faremos, portanto, uma análise conceitual da transmissão em HDTV e sobre o desempenho das emissoras, que certamente irão lhe surpreender.
A princípio é importante que se saiba que a HDTV (High Definition Television) está relacionada diretamente com a televisão digital, implementada no final do ano de 2007. Portanto ainda é algo recente na televisão brasileira e, sob certa ótica, na televisão mundial aonde a predominância dessa tecnologia está basicamente em regiões bem desenvolvidas como nos Estados Unidos, Japão e Europa.
Tecnicamente falando, de forma bem sucinta, a HDTV é um padrão de imagem de televisão que possui mais “nitidez” devido ao maior número de “linhas” transmitidas. Para se entender de forma um tanto quanto amadora o que são as “linhas”, se aproxime da televisão e perceba que a imagem é composta por linhas de pixels, pequenos quadradinhos. Quanto menor o pixel, maior será a definição. Ou seja, quanto mais linhas possíveis, bem maior será a qualidade da sua imagem. No entanto, as televisões possuem limitações. Por isso, para aproveitar a tecnologia HDTV plenamente, é fundamental que se use uma TV com qualidade Full HD.
Agora que você já tem uma mínima noção do que se trata o mecanismo de alta definição, deve estar se perguntando como se faz para gravar ou produzir um conteúdo em vídeo em alta definição que geralmente, diga-se de passagem, é widescreen (tela com formato 16:9, mais retangular que os ‘quadrados’ padrões 4:3). Para gravar um programa de televisão, por exemplo, em HDTV, é apenas necessário que se tenha uma câmera HD. Acontece que em HD a qualidade é extremamente perfeita, muitas vezes melhores do que os nossos olhos, e por isso defeitos de cenografia, de maquiagem ou coisas do gênero destroem qualquer fantasia de qualidade que a emissora possa querer passar. Talvez aí esteja o primeiro obstáculo – e bom – da alta definição: a melhora da qualidade dos programas, novelas, séries…

Aquele cenário mal feito, aquela parede que balança, aquela maquiagem ruim ou aquele efeito especial um tanto quanto improvisado ficará tão aparente que incomodará até mesmo aquele que não liga para isso e sim para a mensagem que está sendo transmitida. Por isso, a transmissão em HDTV torna-se complexa e cara pois exige de imediato um profissionalismo muito maior do que anteriormente e, consequentemente, maior verba.
Os canais abertos decepcionam pois possuem – na maioria – pouquíssimos programas em HDTV. Na Globo, por exemplo, apenas a novela das 8, programas como Toma lá dá cá, a Grande Família, entre outros, são em HD. Jornal Nacional, Jornal Hoje, Jornal da Globo, Programa do Jô, entre outros milhares de programas continuam no formato 4:3 sem alta definição. Talvez a Globo, por incrível que possa parecer, seja a emissora mais atrasada na transmissão em HDTV.
A que mais se destaca, sem sombra de dúvidas, é a RedeTV que possui absolutamente todos os programas em alta definição. É a única emissora do país em 100% HDTV. E no canal digital os infomerciais como programas evangélicos são substituídos por reapresentações de outros programas da emissora exibidos em outros horários, o que eleva muito a qualidade. Por exemplo, ao fim da tarde, é possível assistir o matutino Manhã Maior ao invés de que, no canal comum, esteja passando o programa da Igreja da Graça.
Se você possui uma TV de alta definição e assina canais em alta definição é extremamente natural que você queira assistir programas em alta definição e fique desmotivado em assistir programas no formato comum. Por causa disso a RedeTV ganha muito crédito e se desponta na frente como a melhor emissora em questão de imagem e som, passando a frente de todas as outras.
A Band, contudo, não fica muito atrás. Programas como o “Jornal da Band”, “Jornal da Noite” e outros são exibidos em HD, mas ainda existe uma parcela significativa de programas com qualidade normal. Já o SBT segue a mesma linha da Band e continua com uma transição lenta, gradual e segura.
Infelizmente não pudemos analisar como está a Record neste páreo pois, de forma muito injusta, a NET não coloca a Record nos canais em alta definição. Mas isso tem uma justificativa: a maior parte dela está nas mãos das Organizações Globo que, de forma arbitrária, faz com que canais como a Band News e a Record News (que é uma emissora aberta) fiquem extremamente restritas a super-assinantes. Uma lástima.
Assim concluimos que a televisão em alta definição no Brasil ainda está engatinhando rumo a um futuro aparentemente promissor. Mas podemos garantir que, se de um dia para a noite todos tivessem TV’s Full HD e HDTV, a RedeTV disputaria a liderança devido a altíssima qualidade que possui com essa tecnologia. Fica a esperança, portanto, de que ao longo do tempo as emissoras passem a ampliar e chegar a totalidade com a cobertura de alta definição de seus programas e fica a nossa garantia de que HDTV não é apenas uma tecnologia inútil mas algo que dá muito mais prazer assistir televisão e vale cada centavo gastado e investido.
E.T.V.A.
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Muito boa a matéria! Em breve (5 dias) estarei entrando nesta viagem também!
Flw